quarta-feira, 13 de agosto de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

7 anos em um café

São as expectativas que nos frustra

quando pedimos um café,

esperamos que venha com o leite e

recebemos o pó

como esperar que seja feliz

e ser triste

como esperar que amanheça o dia

e dormir no ato.


È criança e não pode chorar

não se pode tocar

nem sair de cima.


É ilógico como de costume,

Aceitar para não entender

Conviver pra saber porque.


E continuar sem entender...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

piruliteira

piruliteira
porta
pirulitos
de todas
as cores

piruliteira
com doces
cores
sabores e
buraquinhos

me dá que
eu como
como plumas
como pirulitos

(se pousa na pedra
é pra rezar...
rezar na viola
morena
despirulitar...)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

isso e aquilo



Eu quero isso e aquilo!

até a última serpentina voar do salão

Até que se estoure a mais bela bola de sabão...

o não pensado

Tive dúvidas por um breve instante

Que durou por dias

E me secou lágrimas

E me cortou o gozo


Infelicidade a minha precisar disso

Uma auto-ajuda orkutiana

Um precisar ler “Sorte de hoje: Deixe de lado as preocupações e seja feliz”

Um precisar saber “eu te amo e só quero você”


Quando o óbvio nos bate a porta

E se deita no colo tão facilmente

O medo arrebenta o peito

E faz humano o coração que só quer se dar

Transforma o sentimento em agonia e infantilidades


Nos cala o “eu te amo por isso e aquilo”

Nos obriga a “me desculpa por isso e aquilo”

Nos faz tropeçar na pedra que não existe

Cair no que só se vê porque se procura

Flores ridículas de apaixonados

Viram espinhos estúpidos dos desembestados

Nos fecha os olhos para quem esta do lado


Quando na verdade só é preciso de um primeiro passo

Abater o orgulho

Olhar bem fundo

Respirar leve

Chegar junto

E sentir dentro

Que eu te amo e muito!

Vontade de sexo

Hoje durmo com vontade de sexo

Queria um pau me rachando a nuca

Me abrindo a mente

Gozada cidade

maluca


Se você se jogar nesse balde de merdas secas

Se você se regar diariamente com o pranto do mundo

Vai ver nascer plantas verdes de sua boca

Rosas brancas de teus ouvidos


Vai crescer para conhecer o sol

Vai berrar de amor pra lua

Vai se afogar no mar

E quando morto voltar pra terra

Vai boiar no encontro do esgoto com a praia


Voltar a ser mato, voltar pro ninho de bosta

Voltar ao nada a se jogar em qualquer pote restrito

Limitado ao nascer de novo

Crescer como galhos

Procriar a vida dando frutos

Morrer onde tudo começou


E desejar dormir com sexo...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sinestesia






acordar abraçando o seu cheiro




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