sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Eu

De tanto não se fazer o bem ele passou a desejar o mal. Queria ver as tripas e o couro esfolado de todos, até dos sem nome. Para alguns, em especial, desejava uma tortura longa e meticulosa, já tinha o vislumbre no átrio de cada músculo se tencionando da mais pura dor (...)

Ele não era cruel, ele queria um motivo diferente para chorar, já que se via obrigado a viver chorando...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

o que eu sou pra você?


alguém abriu o meu cérebro com uma colher
pensar dói
sentir dói mais ainda

que tal um irracional e fiel animal?

Você não serve pra mim

Não fique triste, não se zangue
Com tudo que eu vou lhe falar
Sinto demais , porém agora
Tenho que lhe explicar
Você comigo não combina
Não adianta nem tentar
Não vejo mais razão nenhuma
Pra continuar

Não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim

Uma palavra de carinho
Jamais ouvi você falar
Seu beijo tão indiferente
Foi o que me fez pensar
No tempo que eu estou perdendo
No amor que eu tenho pra dar
Deve existir alguém querendo
O que você não quis me dar.

Não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim

Pode ser que alguém lhe queira
Dar um grande amor
Quero que você seja feliz com
Outro alguém

Porque eu não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim


(cante gritando, faz bem!)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Troca de espaços

Quando a vi pela primeira vez, foi o sorriso que gravei. Dele jamais me esquecerei,
(mesmo nunca me lembrando da pasta de dentes...)
Esperei muito para mudar o ângulo, te ter do lado, te sentir dentro.
Me acostumei com você através das lentes,
(se pousa tão leve nas imagens...)
Me revoltei com a inexistência do toque e te procurei menos,
(te sonhava tanto...)
comecei a te ver torta, te forjar infantilidades, te espelhar futilidades,
(te queria como nunca!)
Me acomodei em meu sentimento e pensei não mais te querer.
(Engano meu.)

Acordei para uma sexta inexata, fui a contragosto, permaneci pelo álcool,
(Me surpreendi no ato...)
Não dormi de tanto querer, pensei mais do que sonhei, quase delirei,
(Você chegou tão perto...)
De repente aconteceu, te vi de tão perto, uma boca só, um olho só,
(Na minha barriga começou o nó.)
Dormi um domingo inteiro para não perder o seu gosto, o seu cheiro,
(Estava tudo tão em mim...)
Não me acostumei com as borboletas rodando por lá, tive medos e aflições que não se explicam, tentei fugir,
(Minha vontade era te prender em mim...)

Resolvi mudar de vida na segunda, resolvi ser feliz com o que me desse, pouco ou muito,
(Só pensava em ti.)
Retruquei numa outra segunda, tentei enganar um coração que já sabia pra onde ir,
(Fiquei perdida em ti...)
Na segunda seguinte já não havia outrem que de dentro de mim te roubasse, meu medo cessou,
(Quando dei por mim, o meu sorriso estava preso ao seu.)
Descobri que era bem mais do que imaginava, descobri que o toque me leva pra qualquer lugar alem do chão, descobri que não existe nuvem que eu não alcanço ao seu lado.
(Descobri o meu lugar de ser feliz...)

Acordo todo dia para um bom dia,
Acordo todo dia para te ler,
Durmo todo dia com você na mente
Durmo todo dia com seu toque próximo

Foi ele, foi o seu sorriso que me levou para esse novo espaço.

27 de Maio de 2008 18:03

Toda Leveza

Parmênides de Eléia (cerca de 530 a.C. - 460 a.C.), filósofo pré-socrático, situou sua problemática em torno das dualidades ontológicas do Ser. A dualidade, porém, por força de sua perspectiva unitária de Ser, surgem da presença e da ausência de uma entidade. Neste sentido, o frio é apenas a ausência de calor, o não-calor. As trevas são a ausência de luz, a não-luz. Para Parmênides, entretanto, ao contrário do que o pensamento lógico-formal com o qual estamos habituados nos faria supor, a problemática da dualidade leveza/peso revela o peso como ausência, como não-leveza.

domingo, 23 de novembro de 2008

tempo


por tempo tive medo de vir aqui
medo do que porderia aqui conter

tive medo do que se passava em voce
medo de fazer parte de tudo

e ele se foi..

agradeço todo dia ter voce
e me apaixono sempre


linda,
eu amo voce.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

De bico na cama

porque quando se eh criança, não nos espantamos, nos admiramos.

como eu te amo b!