Me salvou do salto de susto que tive ao ver o mar, tudo tão pequenininho ao seu redor, mal consigo ver o que nos cerca. Me encobriu de amor e gelo, misturou tudo e virou de uma vez com tudo que pode. Pensou que podia me guiar, esqueceu a direção, a vela mas não da cela. Cuidou dos mínimos detalhes, fez questão de todos os vistos, passou por todos os postos, cores e tecidos. Me deitou no veludo, me fingiu confortável, me proibiu a fuga, se esqueceu da luva. Cai da corrente sozinha, estava tudo tão frouxo ali (a luva me deu a maciez da vida!), não foi sua culpa, pensou em quase tudo. É uma pena esta maldita luva.
sábado, 19 de abril de 2008
Minha fada não sabia remar
Me salvou do salto de susto que tive ao ver o mar, tudo tão pequenininho ao seu redor, mal consigo ver o que nos cerca. Me encobriu de amor e gelo, misturou tudo e virou de uma vez com tudo que pode. Pensou que podia me guiar, esqueceu a direção, a vela mas não da cela. Cuidou dos mínimos detalhes, fez questão de todos os vistos, passou por todos os postos, cores e tecidos. Me deitou no veludo, me fingiu confortável, me proibiu a fuga, se esqueceu da luva. Cai da corrente sozinha, estava tudo tão frouxo ali (a luva me deu a maciez da vida!), não foi sua culpa, pensou em quase tudo. É uma pena esta maldita luva.
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