segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Você não serve pra mim
Com tudo que eu vou lhe falar
Sinto demais , porém agora
Tenho que lhe explicar
Você comigo não combina
Não adianta nem tentar
Não vejo mais razão nenhuma
Pra continuar
Não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim
Uma palavra de carinho
Jamais ouvi você falar
Seu beijo tão indiferente
Foi o que me fez pensar
No tempo que eu estou perdendo
No amor que eu tenho pra dar
Deve existir alguém querendo
O que você não quis me dar.
Não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim
Pode ser que alguém lhe queira
Dar um grande amor
Quero que você seja feliz com
Outro alguém
Porque eu não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim
(cante gritando, faz bem!)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Troca de espaços
(mesmo nunca me lembrando da pasta de dentes...)
Esperei muito para mudar o ângulo, te ter do lado, te sentir dentro.
Me acostumei com você através das lentes,
(se pousa tão leve nas imagens...)
Me revoltei com a inexistência do toque e te procurei menos,
(te sonhava tanto...)
comecei a te ver torta, te forjar infantilidades, te espelhar futilidades,
(te queria como nunca!)
Me acomodei em meu sentimento e pensei não mais te querer.
(Engano meu.)
Acordei para uma sexta inexata, fui a contragosto, permaneci pelo álcool,
(Me surpreendi no ato...)
Não dormi de tanto querer, pensei mais do que sonhei, quase delirei,
(Você chegou tão perto...)
De repente aconteceu, te vi de tão perto, uma boca só, um olho só,
(Na minha barriga começou o nó.)
Dormi um domingo inteiro para não perder o seu gosto, o seu cheiro,
(Estava tudo tão em mim...)
Não me acostumei com as borboletas rodando por lá, tive medos e aflições que não se explicam, tentei fugir,
(Minha vontade era te prender em mim...)
Resolvi mudar de vida na segunda, resolvi ser feliz com o que me desse, pouco ou muito,
(Só pensava em ti.)
Retruquei numa outra segunda, tentei enganar um coração que já sabia pra onde ir,
(Fiquei perdida em ti...)
Na segunda seguinte já não havia outrem que de dentro de mim te roubasse, meu medo cessou,
(Quando dei por mim, o meu sorriso estava preso ao seu.)
Descobri que era bem mais do que imaginava, descobri que o toque me leva pra qualquer lugar alem do chão, descobri que não existe nuvem que eu não alcanço ao seu lado.
(Descobri o meu lugar de ser feliz...)
Acordo todo dia para um bom dia,
Acordo todo dia para te ler,
Durmo todo dia com você na mente
Durmo todo dia com seu toque próximo
Foi ele, foi o seu sorriso que me levou para esse novo espaço.
27 de Maio de 2008 18:03
Toda Leveza
domingo, 23 de novembro de 2008
tempo
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
7 anos em um café
São as expectativas que nos frustra
quando pedimos um café,
esperamos que venha com o leite e
recebemos o pó
como esperar que seja feliz
e ser triste
como esperar que amanheça o dia
e dormir no ato.
È criança e não pode chorar
não se pode tocar
nem sair de cima.
É ilógico como de costume,
Aceitar para não entender
Conviver pra saber porque.
E continuar sem entender...
quinta-feira, 3 de julho de 2008
piruliteira
segunda-feira, 30 de junho de 2008
o não pensado
Tive dúvidas por um breve instante
Que durou por dias
E me secou lágrimas
E me cortou o gozo
Infelicidade a minha precisar disso
Uma auto-ajuda orkutiana
Um precisar ler “Sorte de hoje: Deixe de lado as preocupações e seja feliz”
Um precisar saber “eu te amo e só quero você”
Quando o óbvio nos bate a porta
E se deita no colo tão facilmente
O medo arrebenta o peito
E faz humano o coração que só quer se dar
Transforma o sentimento em agonia e infantilidades
Nos cala o “eu te amo por isso e aquilo”
Nos obriga a “me desculpa por isso e aquilo”
Nos faz tropeçar na pedra que não existe
Cair no que só se vê porque se procura
Flores ridículas de apaixonados
Viram espinhos estúpidos dos desembestados
Nos fecha os olhos para quem esta do lado
Quando na verdade só é preciso de um primeiro passo
Abater o orgulho
Olhar bem fundo
Respirar leve
Chegar junto
E sentir dentro
Que eu te amo e muito!
Vontade de sexo
Hoje durmo com vontade de sexo
Queria um pau me rachando a nuca
Me abrindo a mente
Gozada cidade
maluca
Se você se jogar nesse balde de merdas secas
Se você se regar diariamente com o pranto do mundo
Vai ver nascer plantas verdes de sua boca
Rosas brancas de teus ouvidos
Vai crescer para conhecer o sol
Vai berrar de amor pra lua
Vai se afogar no mar
E quando morto voltar pra terra
Vai boiar no encontro do esgoto com a praia
Voltar a ser mato, voltar pro ninho de bosta
Voltar ao nada a se jogar em qualquer pote restrito
Limitado ao nascer de novo
Crescer como galhos
Procriar a vida dando frutos
Morrer onde tudo começou
E desejar dormir com sexo...
quarta-feira, 18 de junho de 2008
25/03/1928
Me explica o porque de um sorriso tão infernal? Se posta como dona e inocente ressalva que tudo além do agora é peso demais, que tudo dentro do vivido tempo é mesmo isso tudo, e foi.
Lembrar não vai mudar. Temporã? Não permito!
Um sorriso que remete infernos n’alma...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
viva as datas comerciais para quem depende delas para sobreviver!

Ah dia dos namorados... namora comigo hoje que te dou um bom dia! Te encho de comida maléfica em qualquer restaurante onde as criaturas da mesa ao lado possam invejar o nosso amor.
No dia seguinte, de dor de barriga, não preocupe mais, ninguém vai saber que o nosso amor furou. O importante mesmo é se expor. Nesse dia de compras, ninguém pode saber o quanto estamos bem sozinhos, o quanto nos fazemos felizes enquanto amigos, o quanto suprimos faltas, que nem consideramos faltar em nossas vidas.
Amo você!
terça-feira, 10 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
La belle de jour

Põe-se a pensar nela, pois mais uma vez, só nela consegue pensar...
Pois se dizia que se ousasse materializar o que sentes seria puro Brigitte Bardot.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Em alta

Vida de macaco pro alto,
Agora porque cargas d’água é preciso focar o “de galho em galho” eu não entendo.
É só vida de macaco e pronto sô.
Coçar a bunda e nada de rabo.
Manhã de domingo, catar piolho na cuca mais próxima...
Ah! Isso é o que há.
Quero vida de macaco pro alto!
Monogamia de urubu preto,
Arre, que lá do alto dá pra ocê ver é tudo mesmo,
e quanto mais se aumenta a visão
mais quero é você do meu lado e só.
Corrida de saco entre bailarinas ausentes...
Um feriado em montes claros,
vou me chegar no centro e ver as sacolas voarem
e nomeá-las como dançarinas,
vou transforma-las em estrelinhas quando no alto,
vou me sentar no meio fio ao lado do Mimi
e diagnosticar sua nostalgia trágica...
Ê saudade dessa vida de macaco em alta!
Apaixonada por um tédio...
“O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga”
cinéfila que sou...
sempre na primeira fileira do cinema,
sempre na sessão dos bons filmes.
Pois que mude o roteiro e a adaptação,
Adequando num mundo em que Truffaut é um tédio,
... mas olha eu aqui adaptando o meu roteiro mais uma vez...
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Só de pensar que sabe se esquece...
Se julga entendida[Tédio]
Se julga inocente
[Tédio]
Se julga vítima
[Tédio]
Lição de moral? Por acaso estou no colegial?
Ah! Entendi, brincando de mãe. Está tudo bem por ai?
Certa? Você? Bom pra ti!
Você é puro tédio!
We accept you, one of us! One of us! We accept you, one of us!
...but I don't give a fuck
“Nietzsche em seu livro, Assim Falou Zaratustra, questiona o homem como um ser pensante e não como um ser que aceite situações, e isso é verdade, mesmo pq as coisas elas nos parecem absurdas ou mais, pq delas temos um conhecimento parcial e nos somos completamente ignorantes quando a ordem e a coerência da natureza como um todo.”
Ciúmes
Eu disse que não,
E não vou!
Não quero achar o que procuro.
Fico na minha então.
Se um dia tiver que saber
que seus olhos não são só meus,
que saiba pronta pro fim.
Que dele não passo!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
RetrATO

Sua casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado o Temor-de-Deus. (...)E ela, menininha, por nome Maria, Nhinhinha dita(...)
Em geral, porém, Nhinhinha, com seus nem quatro anos, não incomodava ninguém, e não se fazia notada, a não ser pela perfeita calma, imobilidade e silêncios. Nem parecia gostar ou desgostar especialmente de coisa ou pessoa nenhuma. Botavam para ela a comida, ela continuava sentada, o prato de folha no colo, comia logo a carne ou o ovo, os torresmos, o do que fosse mais gostoso e atraente, e ia consumindo depois o resto, feijão, angu, ou arroz, abóbora, com artística lentidão. De vê-la tão perpétua e imperturbada, a gente se assustava de repente. – "Nhinhinha, que é que você está fazendo?" – perguntava-se. E ela respondia, alongada, sorrida, moduladamente: - "Eu... to-u... fa-a-zendo". Fazia vácuos. Seria mesmo seu tanto tolinha?
Nada a intimidava. Ouvia o Pai querendo que a Mãe coasse um café forte, e comentava, se sorrindo: - "Menino pidão... Menino pidão..." Costumava também dirigir-se à Mãe desse jeito: - "Menina grande... Menina grande..." Com isso Pai e Mãe davam de zangar-se. Em vão. Nhinhinha murmurava só: - "Deixa... Deixa..." – suasibilíssima, inábil como uma flor. O mesmo dizia quando vinham chamá-la para qualquer novidade, dessas de entusiasmar adultos e crianças. Não se importava com os acontecimentos. Tranqüila, mas viçosa em saúde. Ninguém tinha real poder sobre ela, não se sabiam suas preferências. Como puni-la? E, bater-lhe, não ousassem; nem havia motivo. Mas, o respeito que tinha por Mãe e Pai, parecia mais uma engraças espécie de tolerância. E Nhinhinha gostava de mim.
Conversávamos, agora. Ela apreciava o casacão da noite. – "Cheiinhas!" – olhava as estrelas, deléveis, sobrehumanas. Chamava-as de "estrelinhas pia-pia". Repetia: - "Tudo nascendo!" – essa sua exclamação dileta, em muitas ocasiões, com o deferir de um sorriso. E o ar. Dizia que o ar estava com cheiro de lembrança. – "A gente não vê quando o vento se acaba..." Estava no quintal, vestidinha de amarelo. O que falava, às vezes era comum, a gente é que ouvia exagerado: - "Alturas de urubuir..." Não, dissera só: - "... altura de urubu não ir." O dedinho chegava quase no céu. Lembrou-se de: - "Jabuticaba de vem-mever..." Suspirava, depois: - "Eu quero ir para lá." – Aonde? – "Não sei" Aí, observou: - "O passarinho desapareceu de cantar..." De fato, o passarinho tinha estado cantando, e, no escorregar do tempo, eu pensava que não estivesse ouvindo; agora, ele se interrompera. Eu disse: - "A Avezinha." De por diante, Nhinhinha passou a chamar o sabiá de "Senhora Vizinha..." E tinha respostas mais longas: - "Eeu? Tou fazendo saudade." Outra hora falava-se de parentes já mortos, ela riu: - "Vou visitar eles..." Ralhei, dei conselhos, disse que ela estava com a lua. Olhou-me, zombaz, seus olhos muito perspectivos: - "Ele te xurugou?" Nunca mais vi Nhinhinha.
Sei, porém, que foi por aí que ela começou a fazer milagres.
(...)
(texto extraído do conto “ A Menina de Lá” de Guimarães Rosa)
Tudo o que quiser
Se hoje eu não puder ir à padaria,
me sento no bar,
me embebedo de água e sal,
um limão nem vai mal, mas...
garanto que me calo,
mas te ignoro n'alma.
juro que piro e não vou saber o que fazer.
Não vai ter bar que console o meu silêncio.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Suave
Suave, ela diz.
Instável, eu penso.
E ela ainda tenta se explicar,
Acha que ama.
Não!
Mente madura,
Boca imatura.
Não, ela não ama!
Não ama porque não sente,
Se fantasia lá
Mas nunca chega.
Ela tem um bom papo...
Se cala pra não transparecer.
Mal sabe ela que leio olhares
E o dela não sabe a hora de calar.
Vai chegar um dia que isso vai passar.
Pra ela, nunca pra mim.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Por um triz

Como num fio, a vida recebe sua continuidade e se equilibra.
Nascemos de um nó,
Crescemos dando corda.
Na solidão o fio se parte. È do nada que vem a queda.
Amamos quando, de olhos fechados, permanecemos eretos no tal fio.
Entre amigos, os pés já não o tocam mais. Desnecessário se faz o fio.
Na loucura, criamos laços.
Na sanidade, caímos em redes de segurança logo no primeiro passo.
Por um triz nos encostamos num dia feliz.
Por um triz nos encontramos fudidos e lascados.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
- Licença concedida!
sexta-feira, 16 de maio de 2008
È o fim do caminho

Só sujei um pouco a blusa. Também, blusa branca, álcool no sangue e passeio de pedras! Culpa desse pé torto que não sabe pra onde vai. Mas já me levantei, mais uns 3 passos e estou no carro. Penso no torpor barato de hoje que vou pagar caro amanhã. Amanhã? Mas hoje é amanhã, e não me lembro o que fiz com o meu hoje!
É de pedra sim. É de pedra após pedra o passeio que ele segue em direção ao seu carro. Ta próximo sim, esta já bem próximo de acabar a sua noite. De chegar em sua casa e capotar na cama.
Mas por enquanto segue com seus passos contínuos nesse passeio de pedra. Se lembra do barulho das duas pedras de gelo caindo no whisky, pareciam flutuar uma encima da outra. Em seu primeiro copo elas viraram água, no segundo quase, no terceiro elas permaneceram pedras. Não consegue se lembrar do quarto ou se houve quinto...
Esta baixo o som, já esta bem longe daquele lugar que se entorpeceu de fumaça e o fez esquecer do vento e do tempo. Se lembra que a primeira era loira com bonitos olhos e um batom vermelho, a segunda talvez, da terceira já não se lembra mais, mas ainda sente o hálito de álcool da quinta ou oitava.
É de pedra sim, é de pedra o coração de quem não se lembra e se satisfaz, de quem não entende que o hálito muda pra quem ama e que as pedras não estão uma na frente da outra e sim do lado, elas se seguem uma do lado da outra. É de pedra o coração de quem pensa que quanto mais longe mais perto, de quem procura culpados e se esquece de si.
É de pedra o coração de quem vive o amanhã e perde o seu hoje.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Vida de um.

Ele era o segundo, filho de três
E se sentia mal por isso
Sempre querendo ser visto
Se esforçando muito para não aparecer.
E se sentia bem por isso
Sempre levando a balança pro centro
Se recolhendo com o que não era seu.
E se sentia mal por isso
Sempre levando a balança pro canto
Se recolhendo com o que era seu.
E se sentia bem por isso
Sempre sendo visto
Se esforçando para o bem querer.
Corria todo final de semana, se escondia sempre na mesma gruta, mascava sempre o mesmo chiclete e fumava a mesma marca de cigarros a anos. Rotina como outra qualquer, acordava cedo ao meio dia, almoço no café da manhã, bom dia ao que chegava da escola, telefonema ao que vinha do trabalho com o almoço.
- carne ou frango hoje?
- hoje estou mais para um mar de rosas!
Corrido o dia após as duas da tarde. Boa tarde e boa aula dos dois que só veria de noite. Quando longe, vivia seus devaneios. Quando em público, cheirava os olhares de inveja. Quando noite, conversas sem delongas eram bem vindas.
Amava a três e amava os dois.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Trilogia de apelos
Pelo sentimento
Mas, sempre
Volta.
A gente se gosta,
Não precisa-se
De nenhuma
Resposta precisa.
Só se gosta.
Não se explica
De onde veio,
Pra onde vai.
Não se expira,
Talvez um dia
Mas por hoje
Cabe
Um nunca.
Preciso lavar as minhas roupas em minha casa e você na sua. Num final de semanal nos veremos hoje à noite.
Estou onde me cabe, mas queria mesmo é tudo.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
“No varal das 22 fadas nuas lourinhas”
Ao passo que sigo indo, me levo a lugar algum. Não quero mais sigo indo, na maré com o norte virado pro sul.Quem explica o meu querer tão facilmente se esconder pro inconsciente aparecer? Quem explica esse inconsciente te querer só para me ver sofrer?
Hoje me sinto um lixo, fui eu quem me quis assim. Amanhã não quero ser eu se for pra permanecer em estado enérgico.
Hoje quero férias de mim, férias de tudo que vivo.
Fato, não vou te ver, vou acordar amanhã com ressaca de mim sem você!
domingo, 11 de maio de 2008
hoje é um dia. Um dia dela!
pra um depoimento...
A gente não sente realmente tudo que pensa que sente. A gente tem necessidade de sentir tudo que sente e simplesmente sente. Mas a gente sabe que é sublime como um começo perto do fim, e que não se explica o que te toca bem aqui!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Pasta de dentes
quarta-feira, 7 de maio de 2008
“Posto que é chama”
Vou engolir o meu ‘também’, porque ele não convém. Eu te amo e ponto. Eu te amo sim, amo a fundo, amo além. Eu conheço esse amor, e sei o tanto que faz bem.
Só não sei o que fazer com ele.
Não sei se encho a sua bola e construímos esse mundo, ou se deixo a sua bola se encher sozinha e te alcanço a pés daqui.
Por hora, permaneço sua e afim. Paralisada bem aqui.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
“Alegria, era o que faltava em mim”
De antipática me tornei simpática, agora sou apática a tudo.
“Dizes-me tu severa musa”, porque afinal,
Se enroscas em mim, se não consigo te sentir?
Dentre um oceano, a parte de um todo não preciso ser, mas sou.
Me desprezo por quanto tempo nego meu não à vida.
Sou um pouco disso sim, mas não esqueço a simpatia. Te renego simpatia!
- Queria poder publicar o amor...
Queria sentir sem doar, queria ser vidro e não quebrar.
Transparente ao levitar, me mover até te amar. -
E por me de volta à sequidão que sou.
Quero mesmo este coração de pedra,
Quero mesmo uma ilusão de ótica, quero me entupir de vodka.
De cada trago sobrar um pouco
De cada trago soprar um pouco
De cada trago amar um pouco
Um pouco de ar, de luares dos novos tempos que... sei não...
Das alegrias que em meus lábios se secam.
Se rir porque chora.
Te vivo hoje, te despeço amanha, me desprezo no final da quarta-feira
Queria não querer saber, só pra contradizer.
Só para enfeitar de relevâncias uma vida cheia de ânsias
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
thuin-thuin-thun-flain***

Ele é O cara. Mas chega um pouco mais pro lado, naaaooo mais pro lado, mais um pouquinho, aiiiiii muito bom, completamente fora de quadro! Clik!
Ao Rei
Ela já não quer se casar, se sente vazia nesse lugar.Ela já não mija sem se sentar e voltou a se maquiar.
Ela sabe que quebra tudo que um dia fez virar ouro.
Ela não quer mais saber.
De toda essa euforia, sobra pouco que garanta o final do dia, que te leve ao altar e te faça jurar que os caquinhos vão sempre se juntar. Ela se cortou com diferentes magoas, criar poças alheias nunca lhe fez bem, ela nunca quis ferir ninguém. Ela agora promete nunca mais ser de alguém. Promete ser feliz com o que lhe restou do bem que por toda a vida acumulou. Ela sente o quanto foi amada, ela amou também, viu o mundo girar e custou pro sono chegar, sua barriga queria sair de lá!
Ela nunca mais vai se encostar em um poste e ver a sua cabeça rolar, ela garante que um dia vai parar de fumar, mas nunca de amar. Ela quer, ela sempre quer ver o mundo girar.
Procuro a sua leveza nos meus óculos embaçados. Espero ter sempre um Rei na vida.
sábado, 19 de abril de 2008
Minha fada não sabia remar
Me salvou do salto de susto que tive ao ver o mar, tudo tão pequenininho ao seu redor, mal consigo ver o que nos cerca. Me encobriu de amor e gelo, misturou tudo e virou de uma vez com tudo que pode. Pensou que podia me guiar, esqueceu a direção, a vela mas não da cela. Cuidou dos mínimos detalhes, fez questão de todos os vistos, passou por todos os postos, cores e tecidos. Me deitou no veludo, me fingiu confortável, me proibiu a fuga, se esqueceu da luva. Cai da corrente sozinha, estava tudo tão frouxo ali (a luva me deu a maciez da vida!), não foi sua culpa, pensou em quase tudo. É uma pena esta maldita luva.













