
Ele era o segundo, filho de três
E se sentia mal por isso
Sempre querendo ser visto
Se esforçando muito para não aparecer.
E se sentia bem por isso
Sempre levando a balança pro centro
Se recolhendo com o que não era seu.
E se sentia mal por isso
Sempre levando a balança pro canto
Se recolhendo com o que era seu.
E se sentia bem por isso
Sempre sendo visto
Se esforçando para o bem querer.
Corria todo final de semana, se escondia sempre na mesma gruta, mascava sempre o mesmo chiclete e fumava a mesma marca de cigarros a anos. Rotina como outra qualquer, acordava cedo ao meio dia, almoço no café da manhã, bom dia ao que chegava da escola, telefonema ao que vinha do trabalho com o almoço.
- carne ou frango hoje?
- hoje estou mais para um mar de rosas!
Corrido o dia após as duas da tarde. Boa tarde e boa aula dos dois que só veria de noite. Quando longe, vivia seus devaneios. Quando em público, cheirava os olhares de inveja. Quando noite, conversas sem delongas eram bem vindas.
Amava a três e amava os dois.

2 comentários:
"acordava cedo ao meio dia"
eu nao podia deixar isso passar.
hahahaha
lindo, lindo.
aMEI.
o filho . A Pamella nunca vai passar despercebida.
TUDO DE BÃO!
Postar um comentário